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Como minimizar os efeitos da perda dos pais para os órfãos da pandemia?

O Natal está chegando, data tão linda e importante que simboliza o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Época em que celebramos a família, o amor e a união. Com a pandemia, muitas famílias tiveram perdas sofridas dos seus familiares, para se ter uma ideia até setembro de 2021 contabilizou-se mais de 12 mil crianças de até seis anos de idade no Brasil órfãs de um dos pais vítimas da Covid-19, números registrados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais. Se pensarmos em adolescentes até 18 anos esse número é bem expressivo. Vamos refletir sobre a vida dessas pessoas evocando o espírito de solidariedade natalino e o senso de coletividade.

A vulnerabilidade social e econômica é o símbolo de uma pandemia que vem marcando drástica e irreversivelmente uma geração de brasileiros. É preciso ainda identificar esses órfãos e promover uma ação coletiva para oferecer recursos financeiros àqueles em maior vulnerabilidade. São muitas famílias que vão absorver novas pessoas e precisam de políticas públicas para ter estrutura socioeconômica e emocional. Há projetos de lei envolvendo auxílio financeiro que estão em tramitação.

O impacto do luto abrange várias áreas inclusive a educacional. As escolas também estão precisando de suporte psicológico para apoiar as crianças e adolescentes que vão processando a morte dos pais de acordo com a etapa de desenvolvimento. Vamos sofrer o impacto de uma geração futura inteira e precisamos nos preparar para minimizar o efeito dessas perdas.

A desestruturação da família no que diz respeito ao material e emocional pode provocar danos irreversíveis ocasionando em evasão escolar, trabalho infantil, abuso sexual alcançando a entrada dessas crianças e adolescentes para o crime organizado já que não existe a perspectiva de melhores condições de vida. O Senado Federal recomendou uma pensão de um salário-mínimo para as crianças e adolescentes órfãos até completar 18 anos, mas ainda é preciso lei para assegurar esse benefício.

É preciso apoiar essas famílias enlutadas formando uma rede de acompanhamento e proteção social e flexibilizar algumas normaa que regem o processo de adoção, mas com cuidado para não perder de vista os direitos e garantias que as crianças possuem neste processo.
Acredito ser importante preservar a convivência da criança e adolescente com a família extensa, priorizar e garantir a segurança de renda e proteção psicossocial a todos brasileirinhos.

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